sexta-feira

Ser ou não ser gostosa eis a questão

por Careca http://machoperonomucho.uol.com.br

"Gostosa/Ela é gostosa", canta Jorge Benjor. Pra ele o negócio todo é simples, o "gostosa" sai feito música, com ginga, ritmo e sem nenhuma ofensa. Agora, entre nós, pobres machos mortais, descobri que o adjetivo é polêmico. Uma bomba de discórdia no meio da guerra dos sexos.

Pelo que percebo, homem admite bradar o "gostosa" em qualquer circunstância. Pra ele, é como respirar, fazer xixi no poste imitando cachorro louco, decretar sua posse, marcar território. Um "gostosa" bem expelido significa que o machão ali é o dono do pedaço. Basta soltar as letrinhas com um toque de desejo e pronto: está feito o elogio. Aí, é colher o que foi plantado. Jogue um "gostosa" na rua e recolha uma safra abundante (com trocadilho, por favor).

Ledo e Ivo engano. As pequenas não querem ser gostosas. Ou melhor, são gostosas, mas há os momentos certos, oportunos e calientes para jogarmos a isca.

Sim, um "gostosa" bem dito (bendito também) salva casamentos, uniões e vidas. Depois de sair pelas ruas espirrando "gostosas" a esmo, saquei que o negócio é literalmente mais embaixo.

É o seguinte, macacada. Elas gostam sim de receber na cara um "gostosa". Mas existe um ritual, uma negociação, um vai-e-vem entre as partes. O "gostosa" não é como o "inteligente", "bonita" e "interessante". Não é nem mesmo parecido com o "princesinha". O "gostosa" é tarefa árdua. É como um terremoto escala 9 (no Richter). É vencer uma corrida de Fórmula 1 com apenas três rodas. É bater escanteio e cabecear para o gol.

O "gostosa" exige Terra, Sol, Marte, Vênus e todos os planetas-anões alinhados. Tem momento, lugar e pessoa. É um tiro só. Certeiro. "Gostosa" é preciso. Viver não é preciso.

Mulher gosta de ouvir um "gostosa"? Opa. E como (sem trocadilho). Mas não adianta o Rodrigo Santoro passar na rua e gritar: "gostosa!". Ele também será linchado com olhares, fuzilado pelos hormônios. É ou não é, minhas amadas leitoras?

Mas coloque uma mulher entre quatro paredes. Beije devagar seu pescoço. Molhe de libido suas terminações nervosas. Toque piano em suas costas. Jogue a língua na dela usando passos de Pina Bausch, meio violentos, meio nas nuvens. Abrace aquelas costelas abençoadas por Deus e bonitas por natureza. E então, meu amigo, sussurre baixinho um "gostosa" capaz de calar fundo até a Eva Braun.

Se você for o Rodrigo Santoro então… Nem precisa acariciar a barriguinha da menina. Pule etapas e vá direto ao ponto "G"(ostosa).

Enfim, elas estão certas. Um "gostosa" não é qualquer palavra não. "Gostosa" é o champanhe do relacionamento. Borbulha e dá barato.

Nem conto pra vocês o que ouvi na rua após explorar as garotas com meu "gostosa" totalmente surreal e sem padrão. Correto. Aprendi minha lição. Hoje regulo meu "gostosa". Chega de desperdício.

Vocês são gostosas mesmo. Mas só quando querem. Exijam isso dos seus macho pero no muchos. Exijam um "gostosa" bem dado, no conforto da paixão.

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